segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Kleiton e Kledir no Sesc

Sexta-feira foi dia de ver o Kleiton e Kledir. Eles são uma dupla da década de 80. Curti muitas músicas deles. Não os conhecia pessoalmente. Antigamente a gente não ia muito a shows.
Eu fiquei sabendo que eles iam se apresentar no Sesc pela Rose. Ela falou no último encontro (café) com as amigas. Eu fiquei muito animada e agendei para comprar os ingressos on-line. O Zé ainda não tinha chegado do Atacama quando os ingressos começaram a ser vendidos, e eu fiquei com medo deles esgotarem logo. Então, no dia que começou a venda pela internet (um dia antes de começar a ser vendido no Sesc) eu já comprei.
Também entrei na internet e fiquei vendo e ouvindo vídeos deles, para recordar as músicas. Quando o Zé chegou e eu falei que tinha comprado ingressos para o show, ele até estranhou eu não ter um CD só deles. Tenho músicas deles em coletâneas, mas só deles realmente não tenho. Muito estranho!!
Sexta-feira choveu. E como choveu! Após o treino na academia, destrocamos e fomos direto para o Sesc. Foi uma luta para conseguir estacionar o carro. Luta maior foi para sair no final do show. Acho que ficamos uma hora dentro do carro. Juro! Por vezes pensamos até em voltar para o galpão para tirar fotos com o Kleiton e Kledir. Não fizemos isso porque tinha uma fila enorme. Sorte de quem ficou!
Agora vamos ao show! Eles são maravilhosos. Conversam bastante com o público. Como eles mesmos disseram: estavam se divertindo, e com isso divertindo a gente. Rimos bastante com as histórias deles. Cantaram muito também. Nós também cantamos com eles. Às vezes eles falavam que quem dava o show era a gente. Que eles deviam ficar ali em cima do palco, só vendo e ouvindo a gente.rsrs Não sei quantas músicas eles cantaram. Acho que todas as que eu conhecia.

Teve um momento que o Kleiton desceu do palco, tocando seu violino eletrônico e andou pelo meio do povo. Pegou um chapéu de um senhor e colocou na cabeça. Deu o violino nas mãos de quem queria tocar. Teve um senhor que pegou e ficou tocando. Por um bom tempo. Enquanto isso o Kleiton ficou tirando fotos com os fãs. Conversando. E lá em cima do palco, o Kledir tocando violão, e os outros integrantes – baterista, tecladista e do baixo – ficaram acompanhando a melodia. Foi uma verdadeira festa. E foi nesse momento que eu e o Zé, aproveitando que a maioria estava em pé, fomos para a lateral do galpão. Ah, de pé é bem melhor! Na verdade, eu não sabia que ia ter cadeiras. Achei que ficaríamos todos em pé. Eu tenho um certo problema em ficar sentada em shows. Aguento até um certo ponto. Depois...
Sei que nas últimas músicas eu já estava encostada no palco. Aos pés do Kleiton.
Eles são muito simpáticos. Prestativos. Se eu já era fã, agora fiquei mais ainda. Foi bom demais. 

sábado, 18 de novembro de 2017

Dias cinzentos (parte 6): Os negócios

Eu não parava em pé. Passa os dias e as noites deitada. A maioria das vezes trancada no quarto. O rádio ficava o dia inteiro sintonizado no programa “Momento de fé” do Padre Marcelo Rossi e na programação da Canção Nova. Tentava me alimentar disso, porque no mais, não queria saber de nada. Queria morrer! E ao mesmo tempo pedia a Deus para aguentar mais um dia. E mais um dia. Sabia que o tempo iria me ajudar a superar esses dias cinzentos.
Sabia que tinha que vender os imóveis. Comprar algo para sair do aluguel. Arrumar trabalho. Mas eu só queria ficar deitada.
Quantas e quantas vezes minha mãe foi em casa levar comida. A Jacqueline passava com pão para tomarmos café juntas, e com isso ela me fazia comer. Minha tia Janete também me deu floral de Bach para tomar. Comprou também aquelas vitamina “Centrum de A a Z”. Eu não tinha vontade de nada e emagrecia dia a dia. Nessa época comecei a passar pelo médico do postinho. Inclusive psicólogo. Também usava medicamentos para acalmar.
Mesmo em meio a essa confusão mental que eu vivia, eu dei continuidade nos negócios. Não lembro se fui eu, ou a Adriana que falou para o Diogo que eu estava vendendo a chácara. Como ele mexia com compra e venda de imóveis falou que ia anunciar. Paralelamente mandei fazer uma faixa anunciando a venda e fui colocar na chácara. Nessa fase eu estava sempre com a Jacqueline e a Adriana, correndo atrás dessas coisas. Então, não lembro se a ideia partia de mim, ou delas. E qual das duas me levou para fazer a faixa. Na chácara para colocar a faixa. Já a casa de Araçatuba eu avisei minha prima Lucia Helena que estava vendendo.
Também não lembro como vendi nenhum dos dois. Lembro-me de ter ido ao cartório de Monte Mor para assinar os papéis de venda da chácara. E de ter ido a Araçatuba assinar os papéis de venda da casa. Por quanto vendi lembro menos ainda. Não devo ter pegado muito, porque comprei a casa do Parque Santa Barbara por R$ 39.000,00 e eu só tinha R$ 33.000,00. Os outros R$ 6.000,00 emprestei da cooperativa.
E como fiquei sabendo dessa casa? Tem coisas que a gente diz que é o destino. Eu trabalhei “uma semana” em uma padaria no bairro. E um dia, apareceu lá o Sr.Efrain, que é corretor ali no bairro. Comentei com ele que estava procurando uma casa para comprar e ele falou dessa que eu comprei. Apesar de ser uma casa grande, ela não estava muito cara, porque era na rua de terra e não tinha acabamento do lado de fora.
E assim, vencendo o contrato de 06 meses do aluguel, eu estava me mudando para a casa própria, no Parque Santa Bárbara. Para a mudança contratei novamente o mesmo senhor (e os dois filhos). E a Jacqueline ajudou a levar algumas coisas no carro dela – Parati.
Nessa época, a Adriana estava se afastando um pouco de mim, porque estava cansada da palhaçada minha e do Rubens. Pois, ele ia e vinha quando bem entendia. Mas, sobre isso vou falar na próxima postagem...

P.S. Em outubro de 2014 eu fiz esta postagem sobre o emprego da padaria.
Em junho de 2013 eu fiz esta postagem sobre a casa do Santa Bárbara.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Dias cinzentos (parte 5): Primeiros passos após a separação

No dia seguinte a minha ida ao fórum, assinar os papéis da separação, foi o aniversário da Letícia. Ela estava completando 12 anos.
A Adriana que é madrinha dela comprou um bolinho e mais algumas coisas. Ela fez uma festinha para a Letícia, na casa da minha mãe. Nesse dia, se algum dos meus tios ainda não sabia da separação, ficaram sabendo.
Nos dias que se seguiram eu fiquei atrás de transferir os filhos de escola. O Danilo e a Letícia ficaram em uma escola municipal e estudariam no período da tarde. Já o Bruno ficou em uma escola estadual, no período da manhã. As duas escolas no bairro. Comecei também a procurar uma casa para alugar. Coloquei uma meta de em 06 meses vender a casa em Araçatuba e a chácara para comprar um imóvel. Começamos a procurar no bairro e encontramos uma casinha de fundo, na rua que fica atrás da casa da Adriana. E o melhor... Consegui alugar por 06 meses, pois, o senhor que alugou era amigo do Diogo. E o Diogo era o dono do barracão onde funcionava a academia da Adriana e Karen. Não lembro por quanto eu aluguei a casa. Mas não devia sobrar muito do valor da pensão.
Enquanto a gente procurava casa, fui com a Adriana pegar caixas de papelão no Atacadão, para colocar os utensílios da casa. Contratei um caminhão de um senhor que morava no Parque Santa Barbara. Foi ele e os dois filhos carregar o caminhão.
No dia da mudança, estavam eu, Shirlei, Adriana e Karen. Eu não tinha forças para nada. Ficava mais sentada no sofá, lamentando do que qualquer outra coisa. Coitadas! Elas empacotaram tudo. A Adriana e a Karen também fizeram viagens com o carro, levando as coisas que poderiam quebrar no caminhão. Televisão, computador, aparelho de som, enfeites, espelho... E olha que não era nada perto, uma casa da outra. Gente do céu! Como eu juntei coisas. Tanto que o caminhão teve que fazer duas viagens. Também, eu entrei naquela casa e fui comprando, comprando, afinal foram 18 anos para mobiliar a casa. E como ela não era pequena, tinha móvel pra caramba!
Foi nesse dia que a mãe da Rose – que a gente chamava de D.Dinda (ela mora em frente minha ex-casa) ficou sabendo que eu estava indo embora, e o que tinha acontecido. Ela ficou boquiaberta. E como não ficar, não é? Até uma semana antes, eu estava ali. Tudo normal. E de repente estou indo embora. 
Quando terminamos de carregar tudo, eu dei uma olhada geral e despedi-me de tudo. Daquele lugar que tinha sido minha morada por tantos anos. E fui embora...
Sei que ficamos na casa da Adriana entre 10 e 15 dias. Ou seja, antes do fim do mês eu já estava na casa alugada. Além do aluguel eu tinha contas que foram feitas antes da separação. Uma delas era a prestação da máquina de lavar roupa. O telefone, a Adriana puxou extensão da casa dela para a minha. Usamos durante todo o tempo que ficamos na casa. Já a NET eu ficava “chorando” (literalmente) para os atendentes dizendo que eu não tinha como pagar, pois, tinha separado. Eles ficavam comovidos com a minha situação e deixavam-me continuar usando sem pagar. Foi assim por meses. Sei que não sobrava nada a pensão, aliás... Faltava. Então comecei a pegar empréstimos da cooperativa.
Quanto a escola, as crianças se adaptaram bem. O Danilo e a Letícia fizeram amizade com a criançada da rua. E como tinha criança naquela rua. Nunca vi igual.
Já o Bruno deu um pouco de trabalho. Cheguei a ir duas vezes com ele até a entrada da escola e ele não entrava. Isso porque ao acordar eu fazia chá de camomila para ele e para mim. Conversava com ele. Pedia para ele me ajudar. Até mesmo a Jacqueline, minha amiga, falou que ia pedir para o Ariel – filho dela, que estudava na mesma escola, para dar uma força para o Bruno. E um dia o Bruno foi e ficou. Graças a Deus!
E assim, duas semanas depois da separação, estávamos instalados e todos na escola. Eu ainda tinha que vender a chácara. A casa em Araçatuba. Tentar comprar uma casa para sair do aluguel. E arrumar trabalho.
Mas antes disso eu tinha que parar em pé!!

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Henrique - meu netinho!

O Henrique já está com 03 meses e 14 dias. Cada dia mais lindo! Cada dia mais esperto! Cada dia maior!!
Eu não sei explicar, mas o amor que sinto por ele é diferente do amor que sinto pelo Zé. Pelos meus filhos. Pelos meus pais. Pelos meus irmãos e irmãs.
Que coisa!
Sei que quando olho as fotos, os vídeos, meu coração se alegra. Meus olhos brilham. Meus lábios se estendem de uma ponta a outra. Ou seja, fico sorrindo feito uma tonta.
E quando eu estou com ele então. Quero pegar no colo. Dá vontade de apertar. De beijar. Só não aperto, porque estaria judiando dele. Mas... Pegar no colo e beijar, ah isso não tem como.
Uma amiga um dia disse que amor de vovó era diferente mesmo. Hoje sei disso. 
O amor que tenho pelo Henrique é... Um amor sem explicação. Um amor incondicional. Um amor para toda a vida!!
Tem como não amar essa riqueza!!

Embu das Artes

Ontem foi feriado. Era para eu ter dormido até tarde, mas acordei com barulho dos vizinhos. Então, o Zé quis sair. Ir para Embu das Artes. A gente tinha programado de ir no sábado, dia 25. Ele achou melhor ir, uma vez que o tempo estava bom e outra... Às vezes a gente programa e no dia não dá certo. Por um ou outro motivo... Foi o que o Zé disse. Eu topo qualquer coisa. Sair de casa. Ficar em casa.
Saímos de casa era 9h30min. Chegamos rapidinho. Não tinha muito movimento nas rodovias. O Zé deixou o carro no estacionamento do Banco Bradesco – pertinho das feirinhas.
Andamos, andamos e andamos. Olhando e apreciando tudo. Tem muita coisa bonita lá. Nossos olhos paravam mais para admirar os quadros. Cada um mais lindo que o outro.


E mesmo sem fome paramos para comer. Escolhemos um restaurante que as mesas ficavam no calçadão, de onde a gente podia ver os turistas circulando – comprando. Comemos uma porção de picanha acebolada (na chapa) e bebemos suco de limão.
E antes de ir pegar o carro, tomamos um sorvete – sentados na calçada.
Não era nem quatro horas quando já estava de volta em casa. Ainda deu tempo de tirar um cochilo da tarde.rsrs

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Retorno

Somente depois de ter andado por terras estranhas
É que pude reconhecer a beleza de minha morada.
A ausência mensura o tamanho do local perdido, evidencia o que antes tornou-se oculto, por força do costume.
Abri o portão principal como quem abria um cofre que resguardava valores incomensuráveis.
Olhei minha mãe como se fosse a primeira vez.
Olhei como se voltasse a ser criança pequena e estivesse a descobrir-lhe as feições maternas.
As vozes do passado estavam reinauguradas.
Deitei-me em seu colo como se quisesse realizar a proeza de ser gerado de novo.
Enquanto suas mãos desenhavam carinhos sobre os meus cabelos, um outro movimento atingia minha alma.
Mãos com poder de sutura existencial.
Alinhavos que os dedos amarravam, enquanto o quente daquele colo me devolvia ao meu corte original.
A mulher em silêncio, meu melhor lugar.
De suas mãos um segredo se desprendia, uma voz delicada que só o amor nos proporciona ouvir.
"Dorme meu filho, dorme, porque enquanto você dormir eu o farei de novo.
Dorme meu filho, dorme."

Pe.Fábio de Melo


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Dias cinzentos (parte 4): A divisão dos bens

Quando eu comecei a namorar o Rubens, os pais dele ofereceram uma parte do terreno deles (fundo) para construirmos uma casa. E disseram que futuramente colocariam a mesma no nosso nome. Antes de nós, eles tinham feito a mesma proposta para o Vanderlei – irmão mais velho do Rubens. Ele havia casado um pouco antes de eu conhecer o Rubens. O Vanderlei não quis porque a Silvana (esposa) já tinha uma casinha no fundo da casa dos pais dela, onde eles foram morar.
Eu e o Rubens aceitamos a oferta dos pais dele e começamos a construção. Ficamos pouco mais de 01 ano construindo. Todo fim de semana eu ia para lá e ficávamos: Eu, ele, o Sr.Rubens (pai dele) e a D.Delza (mãe dele) literalmente colocando a mão na massa. Nos tijolos. Nas telhas. Quando casamos faltava acabamento. Não tinha piso. Não estava rebocada. Esse acabamento foi sendo feito depois... Aos poucos. Durante anos.
Passado alguns anos, a D.Delza e o Sr.Rubens quiseram acertar os papéis da casa. Fizeram a escritura, colocando 50% do imóvel em nome meu e do Rubens.
Sendo assim, na época da separação, calculamos que o imóvel total, devia valer (+/-) R$ 200.000,00. Sendo que R$ 100.000,00 seria meu e do Rubens. Com a separação eu teria direito a R$ 50.000,00.
A gente tinha uma casa na vila onde minha tia Danúzia mora, em Araçatuba. A casa valia (+/-) R$ 20.000,00.
E tínhamos também uma chácara que valia (+/-) R$ 30.000,00.
Como a casa onde a gente morava não poderia ser vendida – a menos que a D.Delza quisesse também – eu fiquei com a chácara e a casa em Araçatuba.
Fiquei com a maior parte dos móveis. Deixei para o Rubens o carro, as ferramentas de trabalho, um rack com a TV de 26 polegadas (que ficava no quarto) e o computador dele. 
O valor da pensão que eu iria receber seria de R$ 666,67, ou seja 1/3 de R$ 2.000,00 que era o salário do Rubens.

Dias cinzentos (parte 3): Dia de assinar os papéis

Era dia 11 de agosto de 2006 - sexta-feira.
Eu saí da casa da Dri bem antes do horário. Passei na igreja – Catedral – e ali, diante do Santíssimo fiquei por um tempo. Conversei com Deus. Pedi para que fosse feita a vontade D’Ele. Mas no fundo eu queria que o Rubens não fosse. Ou não assinasse. Queria que qualquer coisa acontecesse para que a separação não se concretizasse. E fui para o fórum.
Chegando lá encontrei com a Dra Zilda - minha advogada. Pouco depois o Rubens chegou. Ele foi sozinho. Sem advogado. Ficamos sentados em uma sala esperando. Primeiro cada um (separadamente) teve que ir conversar com a promotora. Como o Rubens não tinha advogado, a Dra.Zilda acompanhou ele. Depois fui eu. A promotora fez perguntas: Se eu estava certa de que queria separar. Se eu estava de acordo com as condições descritas no papel da separação. E mais algumas outras que não me lembro.
Depois voltamos na primeira sala e ficamos aguardando o juiz chamar. Teve um momento em que o Rubens saiu de perto da gente e a Dra.Zilda contou que ele estava muito seguro. Que não titubeou em nenhum momento diante das perguntas da promotora. Ela inclusive falou que achou ele arrogante.
E chegou a vez de irmos diante do juiz. A Dra Zilda me orientou a ser firme nas respostas, porque se o juiz percebesse que eu estava indecisa ele podia adiar o processo. E com isso a separação partir para o litigioso. E isso ia ser muito desgastante para ambas as partes, além de gerar mais custos. E eu não queria nem um, nem outro.
Na sala, de um lado, o juiz, a promotora e uma terceira pessoa digitando a nossa conversa. Do outro lado, eu, a Dra Zilda e o Rubens. O juiz leu todas as cláusulas da separação. Ele perguntava e a gente respondia. A mesma pergunta, os dois tinham que responder se estavam de acordo.
Diante das respostas seguras minhas e do Rubens, a única coisa que o juiz exigiu foi que eu não poderia tirar o sobrenome do Rubens enquanto meus filhos fossem menores de idade. Ele alegou que eu poderia ter problemas, principalmente com viagens. É porque nenhum dos meus filhos tinha o meu sobrenome. Somente o do Rubens.
Terminado o interrogatório, assinamos os papéis e nos retiramos da sala. Despedi-me da Dra Zilda. O Rubens ofereceu-me carona até o Shopping Campinas. Eu aceitei. A gente parecia dois desconhecidos. Percebi que ele estava aliviado. Ali no shopping eu passei na loja em que minha amiga – Silvia – trabalhava. Contei para ela de onde eu estava vindo. Ela não acreditou. Para todos era uma coisa meio impossível, porque até meses atrás o Rubens era apaixonadíssimo por mim, pelos filhos, pela família. Então, saber que a gente tinha separado era muito difícil de acreditar. Nem eu mesma ainda acreditava!!
Fui para a casa da Dri. Lembro que cheguei lá, ela só me olhou e eu falei que tudo estava terminado!
Bom... Nem tudo! Ainda tinha muita coisa para acontecer...